Roots in Resistance é um projeto de justiça climática liderado por jovens, com particular incidência em áreas urbanas e em contextos socioeconomicamente mais desafiantes, como a Tapada das Mercês. O projeto propõe-se criar um espaço local de reflexão e ação, onde jovens se possam reunir para explorar os efeitos sociais e ambientais da crise climática e desenvolver, em conjunto, soluções que partem da própria comunidade.
Através de encontros comunitários, workshops, oficinas artísticas e ações ambientais concretas, os participantes transformam espaços urbanos subaproveitados em áreas verdes. O projeto procura aproximar a compreensão da ação, fomentando a liderança por parte dos jovens e reforçando o sentimento de pertença e de responsabilidade partilhada.
Equipa: Filipa Fernandes (coord.), Catarina Proença, Luan Souto Beatriz Corado, Carolina Martins, Gonçalo Loureiro, Catarina Varela e Inês Pantaleão
Financiamento: Funding Fairer Futures
Atividades 🌱
A oficina pretende fazer um ponto de situação sobre as alterações climáticas e expor possíveis soluções e como podemos agir como indivíduos para combater este desafio.
* em parceria
com o projeto Oficina Comunitária
Contexto
A população portuguesa tem manifestado uma preocupação crescente com as alterações climáticas — em particular com incêndios, cheias e o aumento da poluição, que degradam a qualidade de vida. No entanto, apesar desta consciência, existe um paradoxo: mais de 80% das pessoas considera que não está a fazer o suficiente para combater as alterações climáticas, procurando modelos de referência mais fortes, segundo um estudo encomendado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Existe uma expectativa generalizada de que a responsabilidade deve recair sobretudo sobre o governo e as grandes empresas, o que revela uma falta de confiança na ação individual e comunitária. O mesmo estudo sublinha a importância de as organizações climáticas se aproximarem dos cidadãos, apresentando soluções concretas e acessíveis e envolvendo ativamente as pessoas em iniciativas climáticas — sem essa proximidade, a sustentabilidade permanece abstrata e distante do quotidiano.
Em Sintra, e particularmente na comunidade da Tapada das Mercês, apesar da elevada densidade populacional e da diversidade cultural, muitos residentes não conhecem os seus vizinhos e sentem-se frequentemente isolados num contexto de intenso desenvolvimento urbano.
O Roots in Resistance responde diretamente a estes desafios, combinando ação climática, construção comunitária e capacitação jovem. Através de iniciativas como a jardinagem de guerrilha e a preservação da microfloresta comunitária da Tapada das Mercês, o projeto pretende transformar espaços urbanos subaproveitados em ambientes verdes e partilhados, promovendo consciência ambiental, pertença social e responsabilidade coletiva, e, com isso, um sentimento de esperança e de confiança no valor da ação individual.
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